Thursday, October 16, 2014

#1: Virtualidade Real!



O planeta terra, uma esfera azul que gira em torno do Sol, serve de casa de mais de um milhão de diferentes espécies, humanos, animais plantas, todos estes seres vivos habitam este mundo há milhares de anos, ocupando os céus, o mar, as florestas, as cidades, é um planeta sobrepovoado e todas as espécies podem contactar entre si, no entanto, existe um mundo para além deste, um mundo criado pelos humanos para os afastar da realidade dos seus dia a dia, o mundo virtual, dois mundos que existiam em paralelo... até hoje.

              A nossa história começa com três garotinhas de doze anos que frequentam o ensino fundamental, Hana, Lisanna e Mizumi, elas passam os seus recreios com os seus videojogos, principalmente Pokémon, um mundo virtual onde o objectivo é capturar criaturinhas em pequenas bolas e os usar em combates para se tornarem no numero um, no entanto, hoje encontramos as três no banco do jardim do seu colégio, pareciam bastante aborrecidas, alem de estarem com calor, hoje é um dos dias mais quentes do ano.

              — Não aguento mais este calor, preciso de água — reclamava Mizumi, uma garota de longos cabelos louros e olhos grandes e azuis, ela sacudia sua blusa branca, pertencente ao uniforme escolar.

              — Eu até gosto do calor, o dia está perfeito — disse sorrindo uma garota de cabelos ruivos, olhos verdes e sardas no rosto, o seu nome é Lisanna.

              — Perfeito? Só pode estar louca, Hana me dê uma ajuda e diga que a Lisanna é louca — Mizumi levantava-se do banco irritada com a atitude da amiga e apontava para uma menina de cabelos castanhos com duas enormes tranças, que abanava a saia azul do uniforme.

              — Heh? N-nem está assim tão mau... — gaguejou a pequena Hana com o rosto rosado.

              — O quê? Vai ficar contra mim? — Mizumi agarrou Hana pelo colarinho.

              — N-não disse isso — os olhos castanhos da menina tremiam como um lago agitado por uma rocha.

              — Vai chorar agora? Hana você deveria dizer o que sente e não apenas ser simpática para ficar de bem com toda a gente — disse Mizumi.

              — Não enche Mizumi, você é sempre tão irritadiça — comentou Lisanna.

              — Como quer que esteja? Está calor e não temos nada para jogar.

              — Podíamos recomeçar os jogos todos de novo, ia ser divertido — propôs Lisanna com um grande sorriso.

               — Sempre fazemos isso, precisamos de algo novo, não acha Hana?

               — Heh? N-não sei.

               — Grr, como quer que o Neito olhe para si se você nem consegue dar sua opinião.

              — Falavam de mim? — Um rapaz de estatura média, com os cabelos castanhos penteados para trás e uns lindos olhos negros surgia comendo um sorvete.

             — Heh? Ne-Neito? — Hana ficava em pânico, teria ele ouvido alguma coisa? A garota tremia por todo o seu pequeno corpo.

             — Não, ninguém falou de si, vá embora peste, não consegue ver que isto é uma conversa privada — resmungou Mizumi.

             — Me perdoe, só gostava de saber se a Hana aceita o convite para vir tomar um sorvete comigo?

             — Que? Eu e você? — O rosto de Hana ficara vermelho como um tomate.

             — Ela não pode, temos planos — informou Mizumi.

             — Uma pena, bom, parece que vai ter de ficar para outro dia — Neito afasta-se, deixando para trás as garotas, pobre Hana que ficou paralisada e não conseguiu nem proferir uma palavra.

             — Isso foi feio Mizumi — reclamou Lisanna.

             — Ora, eu não impeço a Hana de ir, mas ela tem de ir falar com ele.

             — Não, va-vamos embora — Hana se levantou e sorriu.

              — Você é mesmo uma covarde — zombou Mizumi.

             As três amigas deixam o colégio e caminham pelas ruas da cidade, procurando algo para fazer, como todos os dias, elas vão até à loja do senhor Koji para ver as novidades do mundo dos videojogos, quem sabe encontram algo que gostem, o senhor Koji é um velhinho simpático com um bigode estranho, ele lembra aqueles aristocratas antigos com as pontas do bigode em forma de caracol.

             — Boa tarde senhor Koji — cumprimentaram as três em coro.

             — Olá meninas, estava mesmo pensando em vocês — disse o velhote ajeitando o laço.

             — Ah sim? Tem alguma novidade? — Perguntou Mizumi curiosa.

             — Tenho sim, chegou hoje às minhas mãos um jogo interessante — o senhor Koji abaixou-se por detrás do balcão e pega em uma embalagem negra com um Pikachu estampado na parte da frente — aqui está, é o único que tenho, mas achei que vocês gostariam.

               — Um jogo novo? Nunca ouvi falar — comentou Lisanna.

               — Pokémon Virtualidade Real? — Questionou-se Hana pegando na embalagem.

              — Não deveria ser realidade virtual? — Perguntou Mizumi com um tom sarcástico — está visto que é uma hackrom de alguém que nem escrever sabe — zombou. Uma hackrom é um jogo criado por fãs.

              — Eu gostei do nome — comentou Lisanna sorrindo.

              — Olhem para isto, nem imagens tem, apenas um estúpido Pikachu na capa e um título ridículo e mal escrito — reclamou Mizumi, mais uma vez.

              — Eu levo-o — disse Lisanna — quanto é?

              — Bom, como vocês são as minhas melhores clientes, vendo-vos esse jogo por $75

               — Oh... — Lisanna olhava para a sua carteira — só tenho $25... meninas, podem me emprestar?

               — Você está vendo banco escrito na minha testa? — Perguntou sarcasticamente Mizumi. Lisanna começou a encarar a testa da loira — era uma pergunta de retórica burra! — Gritou.

                — Eu também só tenho $25, mas pode ficar com ele — disse Hana entregando o seu dinheiro à amiga.

                 — Muito obrigada. Mizumi, só falta você.

                 — Não.

                 — Por favor, por favor com uma cereja no topo — Lisanna implorava aos pés de Mizumi.

                 — Que chata, tudo bem, mas você vai me deixar jogar primeiro.

                 — Julguei que achava o jogo parvo — comentou Lisanna com tom de troça.

                 — Quer o dinheiro ou não?

                 — Sim, perdão — Lisanna recebe mais $25, fazendo a conta certa e entrega ao senhor Koji.

                 Já com o jogo em mãos, as três amigas correm para casa de Hana, pois era a que ficava mais perto da loja, Lisanna desempacota a embalagem e retira o cartucho negro com a mesma imagem do Pikachu estampada.

                 — Você disse que eu era primeira — Mizumi retira bruscamente o cartucho das mãos da ruiva e o insere no console de Hana, uma Nintendo DS branca.

                  Assim que o cartucho é inserido, a garota liga o console e a imagem fica com varias cores cintilando.

               — Huh? Que estranho, nunca vi uma intro assim?

                As outras duas olham para o visor e de repente o console começa a soltar uma aura energética, um raio de luz é expelido pelo visor e em seguida o quarto de Hana fica envolto em cores e luzes, as três ficam assustadas, principalmente quando em cima da secretária da pequena, surge outra garota, com os cabelos longos de cor castanha, mesma cor dos seus grandes e brilhantes olhos, ela usava um vestido amarelo com um cinturão castanho a meio, mas o que saltava mais à vista, eram as suas orelhas finas e pontiagudas da cor do vestido, assim como sua cauda em forma de raio elétrico.


                — Q-Quê??? — As três ficaram em pânico com a entrada daquela garota.

                — Bem vindas a Pokémon: Virtualidade Real, o meu nome é Dora e serei a vossa guia, o vosso objetivo será capturar os 150 Pokémon do jogo.

                 — Heh? — As três garotas ficavam confusas.

                 — Alguma questão?

                 — Sei que me vou arrepender por perguntar isto, mas... de onde é que você apareceu? — Perguntou Mizumi.

                   — Ora, eu sou a guia do jogo tolinha.

                   — Entendo... meninas, liguem para o manicómio, ela tem de ser internada.

                   — Quê? Vocês ligaram o jogo, vocês me chamaram.

                   — Olhe, eu não sei como você entrou aqui, ou como criou todas estas cores, mas se não vai embora, eu chamo a policia — disse Mizumi, Entretanto uma pequena ave castanha pousa na janela do quarto de Hana.

                   — Erm... meninas? — Lisanna chamou a atenção das outras duas e aponta para a janela.

                    — Aquilo é um Pidgey? — Questionou-se Hana.

                    — Claro tolinha, o jogo começou, têm de os capturar todos — explicou Dora com um grande sorriso no rosto.

                    — Só posso estar a sonhar — disse Mizumi — espere... você disse capturá-los todos?

                     — Isso mesmo haha.

                     — Você libertou-os todos na cidade?

               — Sim sim, eles andam por todo o lado.

               — Você está dizendo que libertou 150 criaturas selvagens numa cidade cheia de humanos?

                — Heh? — A expressão de Dora congelava, a garota havia percebido a borrada que fez.

                Agora cabe ás três amigas começarem este jogo, será que elas vão conseguir capturá-los todos antes que haja estragos? Não percam os próximos capítulos desta nova história.

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